Capítulo 50: Mimir e o Garoto

Primeiramente, um aviso relevante: este capítulo é a mesma coisa que o passado, a diferença é que desta vez o ponto de vista é o da Mimir, e não do Hiiro. Ou seja, se você não liga para o que esta amável e doce loli pensa, você pode ir para o inferno e pular este capítulo. Ah, e foi capítulo programado, só avisando – Este capítulo foi traduzido do NetBlazer.


Capítulo 50: Mimir e o Garoto

Um sentimento forte fluiu através do corpo dela quando ela viu isso pela primeira vez. O ar naquele ponto era diferente, no céu estrela havia uma luz pálida, uma luz que ela nunca notou antes apareceu. Era uma luz tão forte que ela não teve escolha senão olhar para ela.

Num espaço regular diante dela, ela viu espaço sendo distorcido por alguma coisa. Quando ela olhou para aquele ponto cuidadosamente, a figura de uma pessoa apareceu.

(Aquilo é… Fantasma-san?)

A pequena garota era chamada de Mimir, desde que ela nasceu, ela foi capaz de ver  esses tipos de coisas numa base diária. Ela tentou contar para a família dela sobre isso, mas eles só riram disso.

Um fantasma neste lugar significaria uma alma de Evila. Logo, não tem como ele existir aqui, se ele fosse sequer visto seria morto rapidamente por um dos Guardas Gabranth nesta área.

Mas no passado Mimir nunca mentiu antes. Lá estava definitivamente um fantasma que lia livros. A Alma de uma pessoa morta vagando pelo mundo. O fantasma nunca fala, mas ele iria flutuar no ar e passar pelas paredes com facilidade.

Mesmo que ela falasse sobre isso ninguém iria acreditar nela. Ela não tem uma personalidade forte, então ela não forçava para os outros as coisas que ela viu. Ela só guardou, na sua própria mente, que tais seres obscuros podiam existir neste mundo.

Não machucava olhar para eles, e olhar para eles não mudava o estilo de vida dela. Contudo, o fantasma que ela viu diante dela neste momento era diferente, ele estava olhando diretamente para ela.

Normalmente, quando ela via eles, eles iriam só olhar para ela e continuar sem fazer nada. Mas foi diferente desta vez.

Quando ela notou, ele já estava olhando para ela. Não estava olhando para ela com olhos oscilantes, mas estava olhando diretamente para ela com olhos sólidos como se uma pessoa real estivesse lá. Por causa disso, o fantasma puxou o interesse da Mimir, e ela encarou de volta.

O fantasma era um garoto, um garoto com cabelo negro e óculos. Ela pensou que ele parecia assustador, mas vendo como ele estava surpreso também o clima entre eles ficou mais leve.

Havia mais do que o suficiente para representar uma existência sólida, especialmente o robe vermelho balançando e o fato que estava de pé firme no chão. Essa era a primeira vez dela vendo este tipo de fantasma.

O fantasma apontou seu dedo para ele mesmo, e então para ela, que perguntava se ela podia ver ele ou não. Ela acenou continuamente.

Naquele momento, ela sentiu uma presença ainda mais forte do fantasma. O fantasma não parecia diferente de alguém que está vivo. Naquele estado, não seria estranho se outras pessoas pudessem ver ou interagir com ele também.

“… Como você notou?” (Garoto)

O tom na voz dele não era muito baixo nem muito alto. Mas ainda, por algum motivo, ela queria ouvir mais da voz dele. Era a primeira vez dela comunicando com um fantasma. Ela hesitou no começo mas depois ela quis deixar ele saber que ela não podia falar, e escreveu na prancha dela.

[Fantasma-san?] (Mimir)

Ela esperou com expectativas por uma resposta mas ficou surpresa pelo que ele disse em seguida.

“Você está enganada. Ou o que? Poderia ser que a habilidade dela para sentir o paranormal era tão alta que ela foi capaz de me ver?” (Garoto)

Ela viajou em surpresa. Ela ouviu sobre fantasmas que não sabiam que eles estavam mortos. Ela assumiu que a pessoa diante dela era um exemplo disso. Na verdade, ela se assegurou que este era o caso.

[O que é a habilidade para sentir o paranormal?] (Mimir)

“Em vez de escrever, você não poderia só falar? É uma questão de eficiência.” (Garoto)

Ela entendeu o que ele quis dizer, mas havia uma razão porque ela não podia falar. Ela fez um rosto apologético e disse. (NT: Escreveu, na verdade)

[Me desculpe. Mimir, é incapaz de falar.] (Mimir)

Ela ficou surpresa quando ele entendeu.

“… É mesmo? Sinto muito por isso. Me perdoe.” (Garoto)

[Não, por favor não se preocupe sobre isso.] (Mimir)

O que ele disse era um pouco rude, mas isso não fez o clima entre eles pior. Era provavelmente a atitude normal daquela pessoa. Todo mundo tem uma versão diferente de normal. Ser capaz de ver fantasmas é um normal para ela. Logo, o jeito informal dele de falar não incita nenhuma alegria ou ira dela.

“Em qualquer caso, sobre antes. Eu não sou um fantasma. Você entende o que eles são?” (Garoto)

[Sim. Parece que a única na minha família que pode ver eles completamente sou eu.] (Mimir)

“Entendo. Não importa em que mundo você esteja, sempre tem alguém que desenvolveu um sexto-sentido.” (Garoto)

[…..?] (Mimir)

“Não se preocupe sobre isso. Parece que sua percepção é muito mais alta que o normal.” (Garoto)

[Isso é algo bom?] (Mimir)

“Quem sabe? Mas é melhor ter do que não, certo?” (Garoto)

[Então tudo está bem.] (Mimir)

Ela estava feliz. Por alguém ser capaz de entender fez ela verdadeiramente feliz. Se a família dela ouvisse o que ela disse neste momento eles iriam apenas rir, mas ele aceitou isso como se fosse natural.

Contudo, olhando para o rosto dele ele parecia desagradado. Ela pensou que ele não podia aceitar a explicação dela mas a autenticidade na voz usada antes fez parecer que não era o caso. Alguma outra coisa estava causando o desgosto dele. Sentindo algum suor na testa dela, ela tirou um pedaço de pano e tirou ele.

[Fantasma-san. O que você está fazendo aqui?] (Mimir)

“Eu te disse que não sou um fantasma, já. Além do mais, eu só vim aqui por acaso.” (Garoto)

[Você sabe onde é aqui?] (Mimir)

“A <<Árvore do Rei>>, certo? Não é como se eu tivesse entrado de fininho aqui. Na verdade, eu fui trazido aqui pelos meus companheiros.” (Garoto)

Para um fantasma ter sido guiado aqui por seus companheiros; Mimir inclinou sua cabeça, ela definitivamente queria conhecer eles.

[Entendo. Essa é sua primeira vez aqui?] (Mimir)

“Aa.” (Garoto) (NT: Lembrando que isso é uma forma de se dizer sim)

[Eu gosto deste lugar também. Quando eu tinha cinco anos, uma doença pegou minha voz. Desde então, eu venho aqui realmente frequentemente.] (Mimir)

Quando ela tinha 5 anos de idade, ela pegou uma gripe severa. Ela teve uma febre alta que durou por um longo tempo. Quando isso finalmente foi curado, a doença causou uma infecção de garganta tão horrível, que isso levou embora a habilidade dela de falar.

Todo mundo ficou chocado quando isso aconteceu. Mimir gostava de cantar. Ela costumava vir para o jardim frequentemente com sua família para cantar para todo mundo.

Quando os soldados ouviam ela cantar, era como ouvir um anjo. Ela era muito feliz sobre isso. Ela não nasceu com um talento para guerra e batalha como a irmã dela Kukulia, mas para ser capaz de cantar com uma voz tão bela, e fazer os outros felizes era algo para se orgulhar.

A família e os residentes também gostavam do canto dela. Para ver o sorriso deles de novo, Mimir trabalhou ainda mais duro para aperfeiçoar as habilidades de canto dela.

Mas todos os esforços dela foram em vão quando ela perdeu sua voz. A mãe, o pai, irmão e irmãs dela ficaram todos acabados quando isso aconteceu. Vendo uma mudança repentina na situação, ela decidiu ser menos dura nela mesma, mas fazer isso só fez as coisas piores.

Quando ela notou que a família dela estava triste, era doloroso demais para ela aguentar. É por isso que Mimir decidiu colocar um sorriso. Um dia ela irá recuperar a voz dela e cantar de novo. Ela colocou um sorriso para assegurar a família dela que tudo ficará bem.

A perda da voz dela não era um trauma emocional. A pesquisadora do topo do país determinou que mesmo com a atual ciência e magia, não havia como ela recuperar a voz dela. (NT: Eu usei feminino porque eu tenho a leve impressão que é a Rarashik; ela criou o <>, acho que isso já dá um título desses para ela)

Mas as pessoas em volta dela não tinham certeza, eles pensaram que se eles tivessem mais poder mágico, então isso pode definitivamente ser curado. É por isso que Mimir desesperadamente fez um sorriso. Era um humilde ato mas, porque ela sorriu, eles pensaram que ela ficará bem e se sentiram melhor.

Não há dúvida na mente dela que essa era a melhor aproximação.

Enquanto ela sorrir todo mundo se sentirá feliz, e mesmo que ela nunca consiga a voz dela de volta, ela iria continuar sorrindo e alguma coisa irá…

Mimir, que é sensível para as emoções dos outros, estava determinada à sorrir por outra pessoa, para garantir que eles não se sentirão tristes.

Ainda, neste momento, ela imaginou se ela ainda está sorrindo. Se ela olhasse para um espelho, ela teria certeza que ela estaria sorrindo. Não era um sorriso com pouca emoção, mas um autêntico sorriso.

(Mas porque será que Fantasma-san parece que ele está bravo) (Mimir)

Olhando para o fantasma desagradado, ela começou a entrar em pânico. Ela pensou em abrir sua boca e sorrir, mas no momento que ela estava para fazer isso, o espaço distorceu diante do olho dela.

(Eh?) (Mimir)

Num instante, ela apagou.

Quando ela acordou, ela se achou deitada sob a sombra de uma árvore.

Fantasma-san também estava ao lado dela. Ela sentiu um fraco calor no corpo dela. Era provavelmente desta pessoa carregando ela até este lugar.

Ela não pensou que um fantasma seria capaz de tocar outra pessoa. Este pode ser um fantasma especial. Ela expressou a gratidão dela por rapidamente escrever algo na prancha.

[Desculpe por lhe causar problema. Obrigada por me carregar até aqui.] (Mimir)

Ainda depois de dizer isso, ele ainda tinha um olhar desagradado no rosto dele. Ela foi tão legal com ele, e ainda não houve melhoras na expressão desagradada dele. Ela pensou que não tinha jeito para ela expressar a preocupação dela exceto por falar alto.

Com isso em mente, lágrimas começaram a surgir nos olhos dela. Ela sentiu que ela não tinha escolha senão expressar o agradecimento dela falando.

Ele parecia que estava fazendo uma decisão difícil. Ele apertou seus dentes e disse com uma expressão séria.

“Oy, o que eu estou para fazer agora, você não está permitida para contar para ninguém, entendeu?” (Garoto)

Ela olhou para ele com um rosto vazio. Naquele momento, luz branca começou a aparecer do dedo dele, e se moveu em direção ao corpo dela. Foi um pouco assustador no começo, mas no momento que o dedo dele tocou o corpo dela, ela sentiu calor se espalhando pelo seu corpo.

(<>… magia…?) (Mimir)

Ela sentiu algo como uma brisa gentil no calor de um dia fluir através do corpo dela. Era um sentimento agradável; tão confortável que ela esqueceu do que ela estava preocupada até alguns momentos atrás.

O corpo dela tremeu por um momento e então o calor lentamente fluir para o corpo dela. Ela até sentiu o clima se tornar melhor também. Ela não tinha ideia do que aconteceu, mas ela se sentiu muito melhor.

Ela sentiu como se ela tivesse renascido. Então, o garoto disse para a espantada Mimir.

“Então agora. Tente falar, Laço.” (Garoto)

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9 respostas em “Capítulo 50: Mimir e o Garoto

  1. Espero ansiosamente pelo próximo capitulo,quero saber se ela vai ou não recuperar a voz(apesar que tá meio na cara o que vai acontecer) 😀

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  2. Em “Lá estava definitivamente um fantasma que lia livos” não era pra ser “que ela lia nos livros”?
    Não tenho nada contra lolis doces e amáveis.Obrigado pelo cap \(>w<)/

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        • Eu sei lá, é o Hiiro; mas que ele é diferente dos fantasmas encontrados em livros, isso é -> e a tradução em inglês estava desse jeito…

          Agora vou arrumar essa do ‘r’ -> isso que é vontade de apontar um erro xD

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