[NnY] Capítulo 43 – Um Dia na Vida de uma Certa Ojou

Em inglês usam “Young Lady” que vira Senhorita ou Jovem Dama… eu resolvi puxar para o japonês, apesar de não ter certeza como ela é chamada (ojou-sama, ojou-chan, só ojou…) mas vamos lá – Este capítulo foi traduzido de Cardboard Translations.


Capítulo 43 – Um Dia na Vida de uma Certa Ojou

“Ojou, eu lhe trouxe sua refeição.”

“… Obrigada.”

Shuria respondeu à batida na porta ao colocar um marca página na novela em que eu estava lendo e a deixando de lado. Apenas depois de olhar para fora da janela foi que Shuria percebeu que já era meio dia. O livro foi tão entretido que fez Shuria perder a noção do tempo. (NT: Esta personagem, segundo uma nota no final, tem a mania de falar o próprio nome ao invés de “eu”; no Japão, isso é uma característica meio fofinha e tal – apesar de ficar meio estranho para gente, quero manter assim)

A exata peça de trabalho que Shuria estava lendo era uma que um monte de outras damas haviam começado a falar sobre recentemente. Ela descrevia um romance, um entre um conde com sangue de fada e uma jovem escrava. Seu enredo focava particularmente nos problemas que eles tinham que superar para poderem perceber suas paixões ardentes um pelo outro. Shuria havia apenas começado a ler isso, mas já ficou intrigada e não podia deixar de querer saber como acabaria.

Eu realmente acho que a novela era uma maravilhosa, mas as partes mais ob-obscenas deixaram Shuria embaraçada e tornou isso um pouco difícil para Shuria ler.

“Seu almoço hoje é um Filé de Bife Muroo, um Caldo de Batata e uma salada feita de Ervas Naruna. Eu terei uma Eppia resfriada aguardando você como sobremesa assim que você terminar.”

Shuria se moveu até a larga mesa em que uma das maids, Sori, arranjou a refeição de Shuria e se sentou no assento mais próximo da sacada. Sori esteve trabalhando para cuidar de Shuria pelos últimos três anos, e esteve realmente fazendo bem seu trabalho.

Apesar dela basicamente não ter expressões, ela era bem gentil e meiga. Além do mais, ela sabia exatamente o que significava ser uma maid. Isso é, ela não fala demais, e tem certeza de nunca ir além de seus limites.

“Você gostaria de se juntar à Shuria, Sori?”

“Eu sinto terrivelmente muito ojou, mas eu sou meramente uma baixa maid. Eu não poderia possivelmente me trazer à comer na mesma mesa que você ou Yumis-ojou, sua irmã mais velha.”

Sori se curvou para se desculpar no que ela respondeu minha questão.

Shuria não podia deixar de pensar em Sori como alguém realmente realizada. Apesar dela ter trabalhado como a cuidadora de Shuria, ela também achou tempo o suficiente para fazer muito mais do que só isso. Ela frequentemente ajudaria em tomar decisões sobre nosso território quando necessário, e até agia como a confidente da irmã mais velha de Shuria. Na verdade, as duas foram amigas desde a infância.

Seu rosto galante, de aparência legal, cabelo azul-roxo preso, e corpo charmoso, feminino faziam Shuria ter um pouco de inveja dela. Ela era muito diferente e Shuria, que, apesar de ser humana, tinha óbvio e grosso sangue Élfico. Shuria já tinha 14 anos, mas ainda parecia realmente infantil, principalmente devido à minha altura e peitos.

“Como você se sente sobre os gostos dos pratos? Eu acredito que o chefe decidiu usar uma receita levemente diferente hoje.”

“Eles são tão deliciosos que quase parecer serem desperdiçados em Shuria.”

“Isso é ótimo. Eu passarei seus elogios para o chefe.”

Shuria estava realmente cheia pela hora que Shuria finalmente terminou a Epiia que teve para sobremesa.

Sori teve suas subordinadas levarem embora os pratos vazios depois que Shuria terminou de comer.

“Umm… sobre a coisa de costume…”

“Você deve querer dizer o novo animal de pelúcia. Por favor aguarde apenas um momento.”

Sori deixou o quarto e retornou brevemente em seguida.

“O que você acha deste aqui?”

“… Obrigada. É maravilhoso.”

O animal de pelúcia que Sori comprou para Shuria hoje era um que parecia um grande ursinho. Seu corpo de retalhos vermelhos e amarelos, boca costurada e olhos de botões azuis faziam ele parecer realmente fofo. Melhor de tudo, ele era realmente peludinho e fofinho.

“Por favor nos dê licença, no que nós agora deixaremos você com seus assuntos. Por favor deixe as maids estacionadas fora de seu quarto saberem se tem qualquer coisa que você por acaso precise.”

“Este aqui é realmente fofo, então eu acho que Shuria terá que colocar ele bem aqui.”

Shuria acabou colocando o animal de pelúcia novinho em folha bem ao lado do travesseiro de Shuria.

“… Okay! Hora de passar pela rotina diária de Shuria!”

Shuria propositalmente fechou seus punhos e falou alto como que para se encorajar. O ato que Shuria estava para repetir pela enésima vez era um que Shuria tentava fazer todo dia: se exercitar.

A mansão em que Shuria estava vivendo era de um nobre, ou mais especificamente, uma pertencendo ao lorde que governava a área. A comida que as maids serviram para Shuria era deliciosa, e as porções sempre são realmente grandes. Shuria, como uma garota de ordinária de vila, com certeza começaria a ganhar peso se continuasse comendo tais comidas luxuosas dia após dia, especialmente quando Shuria estava confinada em seu quarto. Shuria esteve tendo certeza de se exercitar todo dia, tanto para se prevenir de ficar gorda e mitigar o stress que havia se acumulado por ficar enfiada no quarto o dia inteiro. Mas não importa quão duro Shuria se exercite, Shuria nunca foi capaz de formar qualquer músculo, principalmente devido ao sangue élfico de Shuria. Por isso, Shuria na verdade estava um pouco agradecida, no que Shuria não queria realmente desenvolver um torso que parecesse musculoso.

Shuria entrou e usou o chuveiro no banheiro, conectado à suíte de Shuria, após suar um pouco. Tomar banho não era algo que Shuria teria sido capaz de fazer quando Shuria vivia na vila. Lá, Shuria somente se banhou no rio pelo meio dia, quando ainda estava aquecido.

Shuria estava um pouco preocupada sobre quão estranho Shuria se sentiria ao retornar para sua vida antiga e perder acesso ao chuveiro, então Shuria pensou em restringir seu acesso à ele, mas não conseguia. Shuria não era capaz de resistir o conforto que ele trazia.

“… Isso foi ótimo.”

“Essa é uma aparência bem imodesta aí, Shuria.”

“Y-Yumis!?”

A irmã de Shuria, Yumis, parecia ter estado esperando por Shuria terminar seu banho, no que ela estava sentada na cadeira que Shuria sempre usou, aquela pela sacada. Seu rosto era lindo, e seu sorriso gentil como sempre. Seu cabelo, que refletia toda a beleza natural de uma exuberante floresta verde, brilhava em resposta à luz brilhando pela janela.

Como que em contraste à ela, Shuria estava vestida com nada além de uma toalha de banho.

“D-desculpe!”

Shuria apressadamente pegou um conjunto de roupas e se trocou nele.

“Você não precisa estar em nenhum tipo de pressa, especialmente porque eu sou culpada também. Eu podia ter sido mais cuidadosa com meu timing.”

“D-definitivamente não é sua culpa! Shuria sabe que você é realmente ocupada, então não se culpe!”

Shuria se sentou do outro lado de sua irmã mais velha depois de garantir que Shuria estava vestindo roupas e não parecia nem de perto tão desagradável quanto Shuria esteve apenas alguns momentos antes.

“Eu por acaso consegui em minhas mãos alguns doces deliciosos, e estava imaginando se você gostaria de dividi-los comigo. Oh, e eu também consegui a carta de costume para você também. Sinta-se livre para ler em sua descontração.”

“Obrigada! Muito obrigada por tudo que você sempre faz por Shuria!”

Shuria pegou a Carta de Mensagem de Áudio que Yumis entregou e colocou dentro de uma das gavetas de sua escrivaninha. Shuria queria ouvir seu conteúdo imediatamente, mas decidiu que preferiria ao invés disso passar um tempo com sua irmã em razão de quão raro uma oportunidade isso era.

“Esta carta provavelmente será a última. Eu estou na beira de completar o feitiço, então você em breve será capaz de ver sua família de novo.”

“Muito obrigada! Essas Cartas de Mensagem de Áudio que você tem entregado para Shuria realmente ajudaram ela se sentir em casa.”

“Não se preocupe com isso. Eu tenho certeza que eu estive lhe deixando se sentir realmente sozinha nesses últimos anos, então é apenas natural que eu tente lhe ajudar a lidar com isso. Além do mais, minha Avó foi quem inventou a Carta de Mensagem de Áudio, então conseguir algumas para você todo mês realmente não é nada demais.”

Yumis sorriu de seu jeito gentil de costume. Seu sorriso era tão bonito que ele encantou Shuria e fez Shuria encarar ela toda e cada vez.

“Tudo bem, por que nós não começamos a comer? O chá provavelmente começará a ficar frio em breve se não fizermos isso.”

“Okay.”

E então, nós duas passamos um pouco de tempo juntas com chá. Yumis era uma pessoa realmente ocupada, e tinha que correr por aí extensivamente, então nós não realmente tínhamos muitas chances de passar tempo juntas. Contudo, ela sempre tentou visitar Shuria para que nós pudéssemos aproveitar a companhia uma da outra de qualquer jeito.

Apesar da gente só ter se encontrado três anos atrás, Shuria não podia deixar de sentir que ela, a irmã mais velha de Shuria, era o orgulho de Shuria.

Shuria descobriu primeiro que era irmã mais nova da Yumis cerca de três anos atrás.

A vila em que Shuria cresceu era uma vila pequena e remota ao nordeste desta cidade, de Ermia. Ela era cercada por todos os lados por densas matas, e ficava no pé de uma montanha.

A família de Shuria se consistia em Shuria, sua mãe e sua irmãzinha.

Shuria não tinha um pai, um fato que a mãe de Shuria nunca sequer tentou trazer numa conversa. Apesar disso, nós nunca realmente passamos fome, em parte pela ancestralidade élfica de Shuria, que havia abençoado Shuria com um talento assustador para magia.

Shuria sempre teve cabelo loiro dourado, pele lisa e orelhas pontiagudas que você normalmente só encontraria em Elfos. A mãe de Shuria sempre lhe disse que isso era porque sua Avó era de sangue élfico. (NT: A avó da mãe, aparentemente)

Shuria também tinha uma skill inata, uma chamada “Olhos Escarlates”. Ela permitia que Shuria percebesse energia mágica, antes mesmo dela ser formada em um feitiço. Era um feitiço muito conveniente que ajudava em conjurar magia.

Como a vila havia sido fundada por aventureiros, ela sempre foi um lugar pacífico que aceitava ambos beastkin e demi-humanos como elfos e anões. Shuria havia conseguido fazer dinheiro o suficiente para se manter pelos atos de usar magia e emular aventureiros. Shuria nunca foi capaz de fazer o suficiente para que nós fossemos consideradas ricas, mas Shuria estava feliz de qualquer jeito.

Um dia, todos aqueles dias felizes subitamente vieram à um fim.

Shelmy, a irmã mais nova de Shuria, contraiu uma doença. Não era algo que colocava a vida dela em risco, mas ao invés disso era algo que fazia ela sofrer uma dor intensa, constante.

Isso podia ser curado se nós apenas tivéssemos um elixir, mas isso não era algo que a família de Shuria era capaz de pagar, não importa o quanto nós forçássemos nossas finanças.

Shura tentou e tentou seu melhor para economizar o máximo de dinheiro possível, mas nunca conseguiu ter o suficiente para comprar o elixir que precisávamos. Por essas horas, nós havíamos acabado com nossas opções. Nós até começamos a considerar se nós devíamos ou não apenas vender Shelmy embora. (NT: Por um instante, por serem elfas, eu pensei em prostituição, mas não, era vender a irmã doente mesmo…)

E foi então que Shuria finalmente encontrou Yumis, sua irmã mais velha.

Shuria descobriu que sua mãe havia sido uma vez uma maid no serviço do lorde de Ermia. Ele assumiu ela como uma de suas amantes, e ao fazer isso, fez com que Shuria nascesse. Shelmy foi concebida do mesmo jeito. A esposa do lorde, contudo, havia odiado a mãe de Shelmy, e então, espantou ela depois que Shuria nasceu, dando para ela um pouco de dinheiro como consolo. Ela acabou levando Shuria, que era apenas uma criança na época, embora com ela. Foi assim que nós duas acabamos então vivendo na vila no pé da montanha.

Em outras palavras, Shuria descobriu que Yumis era sua, nossa meia-irmã.

Ela havia vindo à vila porque ela havia ouvido das minhas habilidades mágicas. Especificamente, ela ofereceu que Shuria fizesse um ritual para poder lhe dar seus poderes. Em troca, ela disse que ela providenciaria o elixir que Shelmy precisava, dinheiro o suficiente para apoiar a família de Shuria pelo resto de seus dias, e uma promessa em nos ajudar em nossos tempos de necessidade.

Era uma oferta que Shuria aceitou sem sequer um momento de hesitação. Shuria estava um pouco desapontada em realizar o ritual que lhe causaria a perda de suas habilidades mágicas, mas isso não valia nem de longe tanto quanto a felicidade da família de Shuria.

Shuria partiu com Yumis depois de observar sua irmã mais nova beber o elixir e se recuperar.

O ritual precisava que Shuria cumprisse várias condições para ter sucesso. Shuria não era permitida a deixar seu quarto nem encontrar quaisquer familiares de sangue além da Yumis.

Yumis sabia que passar três anos sozinha num quarto deixaria Shuria solitária, então ela saiu de seu caminho para permitir à Shuria uma oportunidade para interagir com o resto da família de Shuria uma vez por mês através de uma Carta de Mensagem de Áudio. Era um item realmente conveniente, no que nem Shelmy ou a mãe de Shuria sabiam como escrever.

Ela também saiu de seu caminho para passar tempo com Shuria toda vez que ela conseguisse arrumar quaisquer lanches chiques mesmo quando ela estava ocupada com tanto pesquisa mágica como funcionar como a lorde temporária da área. Apesar disso, ela ensinou Shuria à ler e escrever para que Shuria tivesse mais coisas para fazer. Yumis até disse para Sori trazer para Shuria todos os animais de pelúcia e livros que Shuria pudesse pedir. Não levou tempo algum para que Shuria começasse a realmente pensar em Yumis como sua irmã mais velha.

Yumis contou para Shuria que ela teve tanto a mãe de Shuria quanto Shelmy se mudando para Ermia para que todas nós pudéssemos viver juntas assim que Shuria terminasse de transferir suas habilidades mágicas para ela. Aparentemente o lorde e sua esposa já haviam se mudado para uma de suas mansões na capital real e deixaram todas suas tarefas para Yumis. Não havia qualquer problema com minha família voltando para a cidade.

Yumis era tão gentil que ela sempre parecia apologética à Shuria por ter Shuria trancada em seu quarto por tanto tempo quanto ela fez, mesmo quando ela já havia feito tanto por Shuria.

Shuria não podia aguardar para finalmente ser capaz de ver ambas sua mãe e Shelmy pessoalmente de novo.

Ouvir as vozes delas apenas não era o suficiente. Tinha muitas coisas que permaneceram sem ser ditas.

Shuria realmente queria ver quanto Shelmy havia crescido. Ela não parecia ter assumido muito de sua herança élfica, então Shuria suspeita que ela já possa ter crescido à ser mais alta que Shuria.

Shuria também realmente quer comer a torta de ricota recém feita de sua mãe. Era um dos favoritos pessoais de Shuria, e algo que Shuria tinha certeza que Yumis iria gostar também.

Seria apenas maravilhoso se nós quatro pudéssemos todas nos sentarmos e tomar chá algum dia.

Apenas o pensamento disso deixa Shuria incrivelmente alegre. Shuria não conseguia esperar!

Shuria havia pensado que seus dias continuariam a passar apenas como eles haviam durante os três últimos anos.

Mas então um dia, as coisas mudaram de novo, no que Shuria por acaso acabou avistando um fantasma de aparência estranha.

Ou aliás, um espírito de aparência estranha.

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