Destino do Heroísmo – Prólogo

Destino do Heroísmo

Prólogo

Toda pessoa, em algum momento de sua vida, já sonhou em ser um herói. Salvar pessoas inocentes de perigo, lutar contra monstros, enfrentar vilões e ser reconhecido por ser uma pessoa correta; mas isso requer muita dedicação e esforço, além de um pouco de sorte.

Eu sempre quis ser um herói, só porque sempre gostei da ideia, nenhum motivo mais profundo. Eu quis tanto, mas tanto ser um herói, que treinei meu corpo durante minha vida inteira, em todas situações que eu pude imaginar, para mostrar que até a pessoa mais fraca pode se tornar forte.

Eu sou Gil, ao menos é como eu gosto de me identificar, um cara simples que passou praticamente seus 17 anos inteiros vagando pelo mundo experimentando de tudo que o mundo tinha de perigoso para treinar o corpo, sendo a prova viva daquilo, o que não mata, fortalece. Meus pais eram pesquisadores que queriam se aprofundar, como acho que todo bendito pesquisador desse mundo, nos segredos dos bios, e para isso, eu fui a cobaia – mas ei, eu realmente fiquei mais forte e habilidoso, não posso reclamar disso.

O que são os bios que comentei agora pouco? Bom, nada mais são que características físicas que se desenvolveram demais nas pessoas – todas pessoas, sem exceção – porém com suas várias limitações: tem gente que possui pernas incrivelmente adaptadas para correr, outros podem ver as diferenças de temperatura naturalmente, coisas absurdas assim, mas há uma tabelação das possibilidades, que não falo agora por ser enorme. Porém, é bom dizer que há níveis entre as pessoas com a mesma habilidade, e isso varia pela sua genética, apesar de que existem as mutações que acabam tendo ou um bios modificado ou um bios completamente diferente do comum.

Continuando minha história, meus pais me levaram para vários lugares para fazer parte da pesquisa, mas eles não eram pais ruins: me ensinaram praticamente toda forma de treinamento físico possível, me ensinaram artes marciais, me ensinaram literalmente tudo que alguém pode fazer para poder se chamar de forte. Eu sou obcecado por força, você deve estar pensando. Mas é claro! Que tipo de herói eu seria se fosse fraco? Eu preciso de força para poder salvar as pessoas!

Eu estou fugindo de novo do assunto, que coisa… enfim, eu recebi o nome de Gil para ficar fácil de ser chamado, mas qual o problema? Sobrenome? Quem precisa disso (lol). Eu experimentei temperaturas altas, temperaturas baixas, pressão esmagadora, venenos – é, eu sei, mas estou vivo, certo? – e muitas outras coisas durante estes 17 anos de vida, e só estou com essa liberdade agora para ir conhecer o mundo e realizar meu desejo porque… o laboratório explodiu enquanto eu treinava fora.

Que herói eu sou, né? Meus pais, que apesar dos pesares eram meus pais, morreram numa explosão e eu não fiz nada. Acho que isso é um dos motivos de eu querer ser um herói, vai saber – e para ajudar eles, meu pai possuia como bios uma visão que alcançava níveis microscópicos e minha mãe possuia braços capazes de derrubar uma parede se ela empurrasse com força. Preciso nem dizer que foi por isso que eu fui tão obediente assim no começo, né?

Enfim, como eu sobrevivi tudo isso, por que eu vivi tudo isso? É porque tenho o nível mais alto registrado do bios mais odiado, o Single Body, que basicamente faz com que meu corpo se adapte e resista à qualquer coisa que seja submetido, além de melhorar MUITO minha coordenação motora, visão periférica, senso de equilíbrio e várias outras coisas – só não é assim tão incrível porque eu chego no limite que uma pessoa pode chegar, mas não passo dos limites como qualquer bios pode fazer; eu nunca serei mais rápido que alguém com bios Quick Leg, que com suas pernas focadas em velocidade, mesmo que seja minimamente, conseguem competir com bicicletas em descida.

Bom, 17 anos sem nunca ter tido uma educação de verdade (só me ensinaram a ler porque era mais fácil me deixar lendo manuais de estilos de luta) e treinamento físico à níveis absurdos (forçado, mas treinei do mesmo jeito) – este sou eu, Gil, que já experienciou praticamente de tudo para ter o corpo mais resistente e forte possível, pronto para partir para uma cidade que achei aqui por perto – acho que já fiquei tempo demais por aqui velando meus pais, dá para ir seguir meu destino, o destino de ser um herói. Eu espero que meu nome já tenha sido espalhado ao menos numa escala regional quando lerem isto, adeus!

Gil.

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Mais um dia, tudo que vejo são ruínas largadas por aí, alguns corpos aqui, outros ali – custa ter ao menos um infeliz para me tirar desse tédio? Já não sei mais quanto tempo venho andando, nem exatamente o que queria fazer, mas agora tudo que vejo é isso, e olha que minha visão é boa pra cacete, com esses olhos meus.

Ow… minha cabeça… ah, foi isso. Eu que destruí essa cidade. Quando ia dormir num banco vieram falando que queriam me matar, que eu era uma ameaça, uma aberração, o tabu dos tabus encarnado – aí eu resolvi me exercitar antes de dormir e… é, isso explica muita coisa.

Parando para pensar, tinha uma garota me seguindo até mês passado, o que aconteceu com aquela infeliz? Ela costumava lidar melhor com esses tipos de problema para mim, era tão mais fácil; não é porque eu posso derrubar prédios inteiros e matar centenas por horas que eu goste, ou queira. Sempre que faço algo assim, vem uma dor de cabeça por exagerar na força necessária…

Espera, lembrei! Aquela idiota tinha ido procurar o culpado por eu ser procurado em tudo quanto é canto, sem poder descansar sem destruir a cidade inteira – algo sobre o chefe da polícia, não prestei muita atenção; depois que seus “amigos” lhe traem, você costuma ligar menos para essas coisas.

“Senhoooooor! Eu finalmente te encontreeeeeeiiiiiii! Vamos comeeeeeeeer!”

Ah, falando na desgraça, olha ela aí… é o que eu deveria dizer, mas eu notei a presença dela faz uns 20 minutos, para ela só falar comigo agora… normalmente eu gostaria de ter uma garota me seguindo e me obedecendo, mas ela é tão tapada que-

*Ploft*

-consegue cair de bunda no chão mesmo parada. Sério, como ela conseguiu chegar nessa idade? Será que eu fiz errado em ajudar ela? Bom, ela merece uma resposta…

“Tá bom, tá bom! Não se esqueça que minha audição é quase que perfeita, não precisa gritar! Eu espero que seja um prato bom, eu não como vai fazer… você está fora quanto tempo mesmo?”
“Hmm… um mês e meio? Espera, você não comeu NADA durante um mês e meio!?”
“Hahaha, eu não realmente preciso comer como você, mas é sempre bom ter um prato apetitoso na barriga, canibalismo não é muito bom…”
“De novo as piadas? Eu juro, você é tão irresponsá-”

*Ploft*

“-vel que eu me envergonho de andar com você.”
“Você continuou a frase depois do tombo!? E ainda quer falar de mim!?”

Enfim, essa idiota me faz companhia, e acho que é a única pessoa, apesar de ser uma idiota por completo, que consegue me dar um pouco de alegria… e não tenta me matar, isso conta também.

Quem sabe um dia as pessoas entendam que isso é o meu destino, e não é culpa minha? Teremos que ver o que vai acontecer no futuro, porque no passado já deu o que tinha que dar…

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17 respostas em “Destino do Heroísmo – Prólogo

  1. Gostei bastante! Por mim pode escrever a vontade que eu vou ler, como não é um livro com começo, meio e fim (acredito que você ainda ta escrevendo) não deixe os outros darem muito palpite sobre a história, se vc continuar a escrever é claro. Escreva algo que te deixe satisfeito e pelo menos vc vai ter um leitor o/
    Ah, e vc se inspirou em boku no hero academia? Me lembrou um pouco xD

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    • Digamos que sim… apesar que eu ter começado a bolar essa parte antes de ter lido Boku no Hero Academia… mas bem, só comecei a escrever mesmo recente, então dá para considerar sendo como um Boku no Hero Academia mesmo xD

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  2. Hou… Você conseguiu me tirar de meu exílio para te parabenizar… Que história legal… Eu mesmo escrevo algo aqui e ali, mas meu editor nunca gosta… Eu me pergunto o que ele diria sobre a sua história… Mas mesmo assim só posso tirar meu chapéu pra você e dizer “Nossa!” se você continuar com essa historia eu vou definitivamente ler!

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    • Bom, o prólogo foi feito meio nas coxas, para explicar rápido a ideia geral do mundo; capítulo um, que eu pretendo fazer talvez essa semana, vai ir mais de boa… é o plano.

      E espero que você ache logo o que queira… era ‘paz EXTERIOR’, né? xD

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      • Nofofofo… É muito relaxante não estar perto daquelas crianças problemas… Mas você realmente fez um prologo bom, mas acho meio curto… mas tanto faz, já que virá um primeiro capítulo logo… Acho que estou com um pouco de inveja, já que eu não consigo tirar nada decente dos meus textos, que eu só faço para me distrair as vezes..

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        • … eu não falarei mais nada sobre o prólogo, mas se serve de consolo, essa e uma certa outra história estão na minha cabeça me enchendo o saco faz tempo, tipo, meses – então tá bem ajeitada, só falta vencer a preguiça e ir digitando…

          Ah, e a outra história é algo que eu queria usar numa mesa de RPG, então não é muito boa para fazer um WN da vida…

          E sabe, ver a risada do Silva antes de falar que está relaxado por estar longe de garotinhas é, no mínimo, bizarro xD

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          • Ei, não me entenda mal… Eu só não estava aguentando as brigas constantes… quanto a coisa da história… eu estou no mesmo patamar que a sua segunda ideia… ficou muito bugada por que eu não consigo pensar em historias diferentes dos temas das LN que eu leio… então acabo descontinuando… Eu até cogitei arranjar alguém pra conferir mas acabei desistindo, já que as únicas pessoas seriam as quatro crianças problemas…

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            • Não tinha um sádico ou algo assim antes delas? Bom, eu não quero mais trabalhos em cima de mim (não desses não-remunerados), então não vou me oferecer para ajudar, espero que entenda.

              Sobre elas, pegue um daqueles martelos de chapolim colorado, que costuma ter em loja de fantasia, e bata na cabeça delas quando começarem algo – a ideia será passada, você terá acertado elas na cabeça com um martelo – tecnicamente – e ninguém se machuca! \o/

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